A DEFINIÇÃO DO MEU
TRABALHO
Busco o canto das coisas quietas
perdidas no
silêncio da memória.
E ali, construo um novo canto
o verde musgo das
montanhas
onde sonhos redondos outra vez se multiplicam
e as
flores sem dono tomam conta do espaço,
colonizando a beira dos
caminhos
pontilhando tudo com mil cores.
Busco o azul das dimensões,
a liberdade do vôo
a maciez do algodão transformado
em nuvens quase transparentes
como transparente é sonho daqueles
que habitam meus castelos
suspensos.
Busco o simples, o puro, a alegria do dia-a-dia.
Tento resgatar o tempo das pipas e balões,
quando era permitido ser livre e ser criança.
Tento resgatar a paisagem e o homem primitivo
Teimosamente encravados num canto qualquer da
utopia,
e para eles invento um novo espaço
sem barreiras ou
limite, onde tudo é possível,
até mesmo a magia.
A magia da cor e sobre tudo do AMOR.